ENE Design — ou o Encontro Nacional dos Profissionais de Design.

Outro dia me deparei com algo curioso. Desde que me dispus a recolher materiais e estudar mais afundo a história dos Ns Design, tive contato com inúmeras lembranças de momentos que não vivi mas que de uma maneira ou de outra fazem parte da minha vida.

Pois bem, estava eu entre as ferrugens dos grampos e rasgos dos papéis, até que me vem à mão uma carta enviada à comissão organizadora, por uma associação de designers profissionais, levando alguns questionamentos sobre o acontecimento do primeiro Encontro Nacional dos Estudantes, de forma em que colocava em pauta a falta de profissionais na sua realização. Ora, um encontro de estudantes feito por profissionais? Um primeiro questionamento. Um segundo: o N Design surge num momento em que haviam congressos e eventos profissionais de design, em que os estudantes não tinham espaço algum, sequer poderiam efetuar inscrição. Então por que apoiar-se na classe excludente dos profissionais? Bem…

Acompanhando um documentário produzido em 2005, retratando o décimo-quarto N Design, realizado em Santa Maria, ouve-se um comentário bem interessante acerca dessa discussão:

“O N Design está cada vez mais organizado, cada ano que passa se torna mais profissional”.

Podemos perceber, fazendo uma análise rápida pelo histórico dos Ns, que realmente existe um desejo das comissões em tornar o evento em si cada vez maior; com maior participação de profissionais, dentro e fora da organização. Isso é errado? Não necessariamente. Mas calma lá! Ser “mais profissional” não quer dizer “melhor organizado” ou simplesmente “melhor”(ainda mais dentro do campo do design, como podemos perceber no mercado com inúmeros projetos que sequer cumprem a função na qual foram pensados).

O N Design nasceu com o intuito de unir os estudantes de design de todo o país, apresentar as diferentes realidades das universidades e cursos de design e discussões acerca do movimento estudantil. Os profissionais por sua vez têm muito a acrescentar (e tem acrescentado) dentro dos encontros, seja com atividades, apoio, patrocínio e etc. Mas até que ponto precisamos de um “empurrãozinho” profissional, até que possamos andar com as próprias pernas? E é aí que nos tornamos protagonistas. Não nos prendemos a esse “profissionalismo” e sim ao que é relevante pra nós em nosso contexto.

Podem ficar tranquilos, sempre teve espaço para os formados.

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