UNE e seu papel no Movimento Estudantil do Brasil

A UNE é a entidade máxima do Movimento Estudantil no Brasil, como já disse no outro post, representa atualmente mais de seis milhões de universitários de todo o país e surgiu em 1937 diante da necessidade de criação de uma entidade máxima, que reunisse os interesses dos estudantes em âmbito nacional e promovesse questionamentos de defesa da qualidade de ensino e justiça social.

História
Em 1901 é criada a Federação dos Estudantes Brasileiros, considerada um marco dentro do movimento estudantil no Brasil, por promover discussões referentes ao ensino, até que em 1910 acontece o 1º Congresso Nacional de Estudantes em São Paulo. No início do século XX, junto com a explosão da Revolução Industrial, há uma grande expansão dos cursos superiores no Brasil, faz com que haja um grande crescimento também das organizações juvenis, que sempre estiveram alinhados com as questões sociais e políticas do país. A partir disso, muitas organizações surgem com visões políticas diversas e os estudantes passam a atuar firmemente dentro desses coletivos, e com isso a necessidade da unificação e de uma entidade representativa que reunisse os interesses dos estudantes do Brasil.

Até que em 1937, o Conselho Nacional dos Estudantes, no Rio de Janeiro, consolida seu projeto de fundar uma entidade máxima de representação dos estudantes: a União Nacional dos Estudantes, que a partir de então, passaram a se organizar em congressos anuais, buscando uma maior articulação política com outras entidades dentro da sociedade.

Desde seu início, a UNE esteve ativa dentro das discussões políticas do país e logo nos primeiros anos de existência se vê dentro da eclosão da Segunda Guerra Mundial, onde o Brasil se opõe declaradamente ao Eixo Alemanha-Itália-Japão em 1942. A União, então, decide ocupar a sede do Clube Germânia no Rio de Janeiro, reduto de militantes nazistas e fascistas, mostrando seu repúdio aos ideais pregados por Adolf Hitler e outros ditadores. No mesmo ano, Getúlio Vargas, atual presidente do Brasil, oficializa por decreto-lei a UNE como entidade representativa dos universitários brasileiros, consolidando assim sua importância no cenário político-social.

Durante os anos seguintes a UNE continuou mostrando-se ativa dentro dos assuntos nacionais, como por exemplo sua movimentação junto de outras frentes sociais, pela defesa do petróleo que estava começando a ser explorado no país, quando ocorreram debates sobre o monopólio nacional de extração ou abertura para empresas estrangeiras se instalarem no país para o mesmo fim. Tempos depois do início das lutas, surge a Petrobras. Nos anos 50 e início dos 60, a UNE muda-se para Porto Alegre em meio a muitas disputas pela liderança da entidade, reflexo da crise política que vivia o Brasil durante o período, com a morte de Vargas em 1954, eleição de Juscelino Kubitscheck em 1956, renúncia de Jânio Quadros e a posse de João Goulart em 1961. Nesse período cresce o número de movimentos sociais conservadores que vão contra a UNE, tentando intimidar e coibir suas ações. Mas em 1962, a UNE junto de grupos de intelectuais brasileiros, formam a Frente de Mobilização Popular, que no período em que João Goulart propunha reformas de base no país, defendia mudanças sociais profundas, principalmente relacionadas a questões de ensino e acesso ao ensino superior.

O período da ditadura-militar foi o mais turbulento para o país e os estudantes foram uns dos principais alvos do governo na época.

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