Entrevistas Tereza Bettinardi

Continuando nas transcrições das entrevistas, apresento agora uma seleção de pontos-chave tocados na conversa com Tereza Bettinardi, organizadora do N Design 2004, em Santa Maria.

Como foi o início da comissão:

Depois que fui pro N (BH em 203) e comecei a participar das reuniões do CoNE, também para ajudar o Cleyton a levar para Santa Maria, lembro que ele fazia muita campanha.
Acho que a gente tava concorrendo com a galera de Porto Alegre e aí na hora da votação, rolou de Santa Maria ser eleita sede.

Então nos seis primeiros meses, foi só a correria para articular as coisas do EnCoNE.
Eu sempre digo que o N Design foi pra mim (e pra quase todo mundo da CONDe) o primeiro grande projeto coletivo de design. Então esses seis primeiro meses foi uma grande pesquisa, recolhendo o máximo de informações possíveis com outras CONDes e tal.

[…] e aí eu lembro que li todos os emails trocados em toda a história do CoNE. Lembro que só umas duas pessoas que fizeram isso. Foi para entender em que pé estávamos em termos de discussão.

A gente acabou indo também pra Argentina, que era uma coisa que a gente queria levar pro encontro, para conhecer a realidade dos estudantes da Argentina, Uruguai e outros países.
Eu, o Cleyton e mais uns estudantes fomos os primeiros estudantes brasileiros a irem ao Trimarchi, que hoje é muito mais conhecido.

A CONDe contava com a grande ajuda do curso inteiro de Design da UFSM:

[…]as coisas começaram a ficar mais complexas e no fim, o curso inteiro se mobilizou mas as grandes responsabilidades de dinheiro por exemplo, ficou só com a minha turma, que era intermediária, não tinha preocupação com TCC e nem era calouro. As coisas começaram a tomar forma nesses próximos seis meses.

Durante os primeiros meses de trabalho da comissão:

A gente definiu que as inscrições iam ser online, que as pessoas gerassem e pagassem o boleto, porque até então era recolher com o delegado, era uma zona. Nós queríamos um fluxo de caixa. Teve um entendimento geral de que a gente tinha um grande problema para resolver e precisava de dinheiro pra isso.

Nos primeiros meses nós discutimos também as questões do tema. Design emergente foi uma sugestão de um professor e a gente não fazia ideia do que era, então começamos a ler tudo que a gente achava sobre design para entender em que pé estávamos. Na época a gente fez um manifesto com as coisas que a gente acreditava, que depois não tanto, mas serviu como norteador.

O evento foi um sucesso e contou com a participação de aproximadamente 2000 pessoas.

Tereza comentou como foi o pós-N e sua visão sobre o encontro:

[…] eu nunca mais fui num N depois de formada. Eu fui em 2005, no Maranhão, quando ainda era estudante e depois não fui mais.

[…] até no ano passado a CONDe se reuniu para comemorar os dez anos do N e a gente comentou muito sobre isso, o quanto o N é importante e serviu como uma segunda faculdade para nós. Foi depois do N que eu decidi que queria ser designer.

O N Design é esse espaço de erro também, talvez errar várias vezes, todos os anos, por pessoas diferentes […]

 

 

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